a poesia
está na alma de quem a sente,
e para senti-la
hà que vesti-la
Quem não a veste
não a sente
e se não sente
é porque não serviu...
Não é o tamanho do que se escreve
...é o tamanho da alma
e se serviu
a toda a gente
tocou na musica do universo...
Florbela Melhorado
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
SER
Para ser
é preciso às vezes perder...
perder a imagem e as cores
do que nos rodeia,
Voar,
Voar alto,
voar bem alto
até entreter a lua,
mergulhar se for preciso
para a tocar,
lá no fundo
no fundo do mar!
E nadar,
nadar
até tocá-la,
circundá-la
com o nosso ser...
encontrar aí mesmo a nossa alma,
e renascer...
com esse pó de lua...
Florbela Melhorado
Para ser
é preciso às vezes perder...perder a imagem e as cores
do que nos rodeia,
Voar,
Voar alto,
voar bem alto
até entreter a lua,
mergulhar se for preciso
para a tocar,
lá no fundo
no fundo do mar!
E nadar,
nadar
até tocá-la,
circundá-la
com o nosso ser...
encontrar aí mesmo a nossa alma,
e renascer...
com esse pó de lua...
Florbela Melhorado
terça-feira, 1 de maio de 2012
NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Fernando Pessoa
terça-feira, 24 de abril de 2012
Vou...
Vou de alma rasgada
contra o nevoeiro,
Não quero saber
o que pode esconder!
As gaivotas gritam
e avisam....
Querem saber
se vou enganada...
Não,
Não vou!
Se o vosso piar
me acompanhar
as brumas vamos revelar
e a alma graçar!
quero a alma partilhar
vê-la com o nevoeiro misturar
nesse mundo húmido e cinzento
tão sonoro como o piar das gaivotas!
Vou....
Florbela Melhorado
Vou de alma rasgada
contra o nevoeiro,
Não quero saber
o que pode esconder!
As gaivotas gritam
e avisam....
Querem saber
se vou enganada...
Não,
Não vou!
Se o vosso piar
me acompanhar
as brumas vamos revelar
e a alma graçar!
quero a alma partilhar
vê-la com o nevoeiro misturar
nesse mundo húmido e cinzento
tão sonoro como o piar das gaivotas!
Vou....
Florbela Melhorado
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Mirror, mirror on the wall

Some friends old age...
Funny how life is
I remember looking at his face,
and see life transbording from his eyes,
when he was defying death and darkness to appear
know time and time as passed
life, hope and dreams come from his mouth surprisingly vivid
but his eyes only show the clouds of darkness and sorrow....
eyes are the true mirror on the wall...
sábado, 1 de outubro de 2011
Outono
Detesto o outono,mas não há como negar a beleza das cores,
é como uma tremenda nostalgia
do brilho do verão e da explosão de luz
é a morte do sol à escala das folhas,
uma super nova,
uma tremenda explosão de cor e luz,
a tentativa derradeira de brilhar,
de escapar à morte,
mas que não deixa de ser uma morte,
ou a senescência para o fim...
o fim das folhas....
o fim do verão,
o fim da luz...
é por isso que detesto o Outono,
e o escarlate, transporta sempre
um fundo artístico de tristeza!
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